Acho que hoje meu psicológico acordou predisposto a um bom vinho. Feito! Embora ainda seja manhã, o calor do Rio de Janeiro me empurra para a varanda onde momentaneamente resido — ou me escondo, pois às vezes preciso me reclusar... do outro, de mim. Calor, quase 11h, RJ e vinho? Devo ser louco de pedra mesmo... Ainda assim, por causa de um mal-estar físico, alterno o vinho com uma bicada numa taça de água morna. Está tão quente que minha camisa já transpira, molhando a altura do abdômen. Na boa, véi, se minha roupa já sua, nem quero falar do meu corpo... No entanto, amalucadamente, bebo agora um chileno. Sacio a sede do psicológico. Não sou bom bebedor, mas gosto. Casillero del Diablo, carménère: elixir poético. Ao fundo, algo nada comum aos meus ouvidos... samba. Como sou previsível! Sem querer querendo, ao bel-prazer de aproveitar a piada-notícia da semana do jornal Meia Hora sobre a cobertura da morte do presidente da Venezuela — o sem-teto da vila do senhor Barriga —, ouvi uma m...
Espaço de pensamentos espirais para tecelagem de encruzilhadas poéticos diversas.