Terça-feira. Olho o celular. São 3h54. Ainda falta meia hora para o alarme despertar e eu me levantar da cama. Às 5h05, pronto, parto de casa. Então, volto a sonhar. Sonho que, antes de viajar, uma senhora, ao portão de sua casa, me diz que preparará, para o almoço, uma apetitosa feijoada. Lamenta minha ausência, pois não poderei provar, naquele momento, sua iguaria. Porém, promete guardar um pouco para mim quando eu retornar, à noite. Desperto. E esse relógio-celular não desperta? 5h02! Salto da cama. Atrasado. O relógio do celular não acordou. Apronto-me de forma descompassada e ligeira. Como viajarei após o almoço, levo a mala e a pasta de trabalho para o carro. Estresse previsto: engarrafamento. Cadê a chave do carro? Ponho a mala e a pasta no chão. Celular no bolso da calça. Volto para casa. Os cachorros se esgoelam, como se vissem um intruso! As chaves, onde as botei? Sumiram. Cinco minutos depois... achei. Volto para o carro. Ponho na mala a mala. Destino: Botafogo. Saindo às 5...
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