sexta-feira, 31 de agosto de 2012

NOVAMENTE...


Preciso falar, mas quem me ouvirá?
Alguém precisa da minha voz, mas quem me entenderá?
Será somente o vento que percebe a minha presença?
Minha aparência todos veem,
e minha sensibilidade, fragilidade, quem sentirá?
Demonstrei toda emoção, apaixonei-me.
Meu coração sorria com os lábios.
Meu coração ainda sorri... calado e inexpressivo.
Naquela noite festiva,
meus olhos calaram minha emoção,
dizendo com profunda tristeza:
- Não se parta, seja forte.
O coração chorou imensamente, porém foi forte.
Guardei a emoção, a paixão.
Será somente o vento que perceberá.
Muito busquei... seria essa a última paixão...
à qual meu coração tanto se abria?
Mas se fechou.
Encontrei uma amiga distante no meio de tantas pessoas.
Ela abraçou-me fortemente, dizendo:
“- Você está triste? Não me engane. Onde está o seu brilho, a sua alegria?”
Naquele momento, chorei por dentro,
porque queria o carinho dela.
Somente ele e o vento conhecem minha magia.
Sentem minha sensível e frágil alma.
Poucos me percebem, pois guardo tais momentos,
reservando-os como depósito,
para o meu sentimento de amor.
05/98

(Primeiros Momentos, 2001)